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Ruas de Barão são tomadas por movimento artístico L’incompréhensible

2014-08-15 10.07.22

Quem anda atento pelas ruas de Barão não demora a notar a intensa cena artística que aí prolifera. Se a profusão de obras a céu aberto choca o sortudo visitante que passa pelo reino, o cidadão baronense já deve estar acostumado com a rara beleza das paredes e muros locais.

Intrigados com a proliferação de poesias na nova cena de street art da região, os repórteres deste Barão descobriram se tratar de obra do movimento artístico-vanguardista independente autodenominado L’incompréhensible.

Desconfiados de sua própria sensibilidade e gosto artístico, nossos repórteres buscaram a opinião de quem realmente entende do assunto, o professor de literatura e crítico Jacques Cepedant da PUC Barão, um dos maiores especialistas em arte baronense.

BH: Como o senhor definiria o movimento L’incompréhensible?

Bem, trata-se sobretudo de uma tática artística. Não há lideranças claras e é difícil mapear suas influências. São, contudo, claramente transgressores. Notamos em suas obras um forte rompimento com a farta mitologia baronense e seus motivos.

BH: O que há de característico nas produções do grupo? Há um estilo claro?

Há um frescor juvenil marcante na poesia incomprehensibilista. São palavras que chocam, perturbam… Estão lá para provocar incômodo, mesmo que leve. E como arte de rua esta não se esquiva de uma questão central para toda a arte: seria a arte capaz mesmo de dizer algo minimamente relevante para quem aqueles que passam? Ousados, estes artistas não temem responder que não.

Além disso, as produções do grupo tem um quê pedrobialista. Esta pedrobialização da poesia e da literatura é uma tendência atual em certos círculos das letras nacionais, marcada pela autoajuda metafórica e subversão silábica. Tal como em “Você viaja? Vi. Aja!” ou mesmo em “Poesia não dá camisa. / Mas quando o poeta tem uma musa, /não precisa de blusa, / vive de brisa”.

BH: É possível hoje falar em um incomprehensibilismo?

A força do movimento está em Barão por enquanto, mas não demorará até que grandes metrópoles bebam das tintas locais. Espero que o baronense, que é um cidadão viajado e viajante, saiba reconhecer esta influência mundo afora.

* * *

Pois sim, nobre leitor! Acatamos a sugestão do professor Cepedant e pedimos a você que nos auxilie a descobrir L’incompréhensible em Barão e no mundo! Se suspeitar estar diante desta arte extraia o artista em você! Registre-a e mande sua foto para baraoherald@gmail.com.

Como incentivo à nossa arte, declaramos aberta a galeria L’INCOMPRÉHENSIBLE.

OBS: Pedimos que contenham a resolução de suas incríveis máquinas, pois este Barão ainda conta com espaço reduzido de armazenagem. A identificação do fotógrafo é por sua conta e risco.

2014-08-05 15.06.17

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