Cenas de Barão

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He’s working at the pyramids tonight…

 

 

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Um espectro ronda Barão Geraldo

 

Metrô de Barão Geraldo é sonho possível

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Ainda que Barão Geraldo já ostente ciclovias desde tempos pré-haddadianos e tenha um trânsito até razoável em seu interior – cujo limite de velocidade só não é mesmo respeitado por cerca de dois motociclistas que cruzam a Avenida Santa Izabel aos finais de semana- a possibilidade de um metrô baronense continua sendo sonho da população local.

E este projeto, ainda que por enquanto apenas no papel, existe. Em consulta ao secretário de planejamento utópico Jorge Eugênio Morus, este Barão Herald descobriu os planos de implantação das duas primeiras linhas da malha metroviária do reino.

A primeira, vermelha, como não poderia deixar de ser, deve fazer a simbólica ligação entre locais chave de Barão ocidental e Barão oriental. Até o momento apenas duas estações estão confirmadas, Moras Unicamp e  Boi Falô / Terminal Barão. Dada a prioridade em atender a massa estudantil do reino, estuda-se já a criação de outros dois pontos de embarque e desembarque: estação Vila São João / Praça do Coco e estação Tempero Manero / Sorria. A possibilidade de uma estação Campinas parece remota, contudo, pelo temor da falta de usuários.

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Com a implantação das primeiras linhas espera-se desafogar o tráfego de estudantes em Barão.

A famosa Vila São João, também conhecida como Christiania dos trópicos, serviria inclusive como estação de partida da linha Mais Verde. Entre as estações planejadas já constam, Antiga pHD vídeo, Teatro de Arena / Ifchstock e Observatório.

O ousado plano da linha Mais Verde ainda pretende integração com a linha de mesma cor em São Paulo, articulando as estações Praça do Coco e Vila Madalena. Há planos de um vagão exclusivo para o transporte de food trucks.

O secretário espera contudo que o planejamento de outras linhas cubra mais do vaso território baronense: “Meu sonho é andar numa linha que parta do bosque de Barão e vá até a estação Guará / Pesqueiros. Mas ainda é cedo pra pensar nisso”.

Ainda segundo o senhor Morus, é preciso levar em conta o caráter globalizado e o potencial turístico de Barão na criação do novo sistema de transporte. Assim, considera-se incluir avisos sonoros nas estações e vagões em mais línguas além do inglês. Espanhol e Criolo já estão confirmados.

Uma vez iniciadas as obras deve-se abrir também edital de seleção para vinhetas e locutores dos nomes das estações e avisos do sistema de transporte: “Não queremos algo sisudo como em São Paulo. Aqueles apitos mecânicos terríveis. Aquela voz sisuda da moça na linha amarela… Parece até que a senhora vai te dar uma bronca se você deixar a mochila nas costas. Queremos seguir um modelo como o do Rio, com aquele bandolinzinho que toca antes de cada estação: plem-plem! Exxtaçaum Larrrgo do Machado. Bem mais simpático, não?”

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Distrito de Barão Geraldo emancipa-se do Brasil diante de aprovação do impeachment.

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Não há o que temer! O território de Barão Geraldo declara-se a partir de hoje emancipado da “República Federativa do Brasil” (entre aspas), coroando um longo histórico de luta por sua autonomia.

As regiões de Barão Ocidental e Barão Oriental – separadas pelo muro “sinta a lua” de Santa Izabel – resguardam as identidades locais, mas consideram-se doravante reunidas para o que der e vier formando a gloriosa República Democrática de Barão Geraldo de Rezende.

Cidadãs e cidadãos baronenses, desejosos de enfim viver uma democracia de cunho verdadeiro, viram um golpe de sorte ocorrido hoje no agora vizinho Brasil a derradeira oportunidade de dar a Barão, o que é de Barão: a emancipação.

Necessitada de uma Constituição própria e que se faça respeitar, a República de Barão abrirá espaços virtuais para que todas e todos possam construí-la conjuntamente. O espaço deste Barão Herald e de seu Facebook abre-se para sugestões.

“Se dispomos de amplas ciclovias, food-trucks com comida orgânica, barbearias gourmet, um terminal de ônibus, uma liga de futebol local, quê nos falta para ser um território autônomo?” diz o animado Atílio Mokarzel Pattaro Vittachi.

Nascido no Hospital das Clínicas da Unibarge, senhor Atílio é baronense da gema, mas acrescenta: “sabemos que Barão não é só de quem nasce, mas de quem pra cá vem”.  A lembrança é oportuna: as fronteiras da nova república permanecerão abertas mesmo com a separação. Os interessados em se naturalizarem baronenses devem ficar atentos às datas de registro. Cogita-se que haverá a portabilidade de identidade, de modo que o Registro Geral de cada cidadão poderá ser transformado num Barão Geral.

 

Este Barão declara aqui seu apoio ao processo de emancipação e considera-o a alternativa necessária para que este próspero território alcance a grandeza que merece. O temeroso futuro de nosso vizinho será, a partir de hoje, observado de cima.

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Provável bandeira da nova república baronense.

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Com proibição do Berra Vaca população é protegida da violência policial.

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O final de semana se dá pacato e dentro da ordem em Barão Geraldo. Neste sábado, 22/08, ocorreria mais uma edição da Picareta Berra-Vaca a partir das 23 horas, evento realizado pelo bloco de carnaval Berra Vaca. O ministério público, no entanto, aceitou o pedido do tenente coronel do 8ª Batalhão da Polícia Militar e proibiu a realização do evento, conforme noticiou O Jornal de Barão.

É a segunda vez que o promotor Valcir Kobori impede a fuzarca em Barão. No ano de 2014 a Picareta que seria realizada em 13 de Setembro também foi barrada por ele.

Diante da violência policial, já vista inclusive em outros carnavais em Barão Geraldo, acerta o magistrado. Em 2014 foi marcante a participação do bloco “passando a borracha”, que provocou verdadeira folia na região. Folionas e foliões surpreenderam-se com bombas e sprays um pouco diferentes daquelas que costumam ver no carnaval.

Ainda que louvável a preocupação com a segurança do cidadão, o Promotor não parece muito familiarizado com a concepção de carnaval de rua. Na nota emitido pelo MP lê-se:

“O local a ser utilizado para a realização do evento, ruas e praças públicas, não é adequado para a realização de qualquer encontro desta natureza”.

Sabe-se que Barão Geraldo conta com outros blocos de carnaval além deste Berra Vaca. Beeiro, União Altaneira, Cupinzeiro, Caxeirosas, Zé Coquinho, Maracatucá, Ferradura, Flautins-Matuá, Jegue Gerso, Faz Farra e Sonhos Havaianos e Black Bloco do Sousa também integram as festas da região. Se as próprias ruas não são consideradas adequadas para a saída dos blocos, estaria o poder público sugerindo que seria o momento de Barão Geraldo dispor de seu próprio sambódromo?

Ainda de acordo com a nota do MP, contudo, o bloco Berra Vaca não é reconhecido como manifestação cultural tradicional pelos próprios moradores do bairro. Diante de uma compreensão densa como espuminha spray do que seja um carnaval de rua, parece difícil exigir do poder público que entenda o que é uma “manifestação cultural tradicional” ou mesmo o que são os “moradores de Barão Geraldo”.

Que esta sambada não ponha a perder a tentativa das autoridades de promover um carnaval melhor para Barão.  É evidente que as depredações e saques ocorridos durante a realização de outras festas carnavalescas são um problema e que é importante a existência de medidas que impeçam que isso ocorre de novo. Diante deste cenário, a decisão de impedir a saída de um bloco de carnaval ao invés de se aprimorar a extensão e qualidade da segurança pública sugere que o verdadeiro problema reside na existência desta última.

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Oba-Oba na pastelaria

Buquê pamonha

Sábado, naquela hora que já não é de bom tom chamar de manhã, saio para comprar as pamonhas que irão acompanhar o café. Comer pamonha é uma descoberta tardia para mim. Agora, além da narração, tenho um motivo a mais para me alegrar quando passa o carro que as vende.

A pastelaria oba-oba é o point mais próximo pra se conseguir pamonhas fresquinhas, caseiras e legitimamente mineiras (a se acreditar no cartaz). Como sou novo no ramo, ainda não sei o que é que a mineira tem se comparada com as míticas pamonhas de Piracicaba. Tantas descobertas por fazer…

Na rua o movimento corre como num sábado qualquer, mas a pastelaria está cheia como nunca vi. Tudo bem que ali também se vende PF, salgados, sucos, refrigerantes, chocolates, sorvetes, coco gelado, Açaí e alguns DVDs na frente, mas hoje tem gente demais. Todo mundo bem arrumado. Uma moça com vestido verde-de-gala e um colar que lembrava um amuleto levanta pra tirar fotos. Pratos-feitos saem da cozinha a mil. Meninos pequenos trajam esporte-fino: calça jeans nova, camiseta de golinha e tênis limpíssimo. Um casal de noivos sentado na mesa ao fundo? Daí que noto: está acontecendo uma comemoração de casamento. Na pastelaria oba-oba!

Nada de carpaccio de salmão na redução de aspargos, capelletti 5 queijos e filé mignon ao molho madeira. Sem baldes de cerveja e whisky com gelo. O menu é clássico: arroz, feijão salada e frango assado. Nada de decoração ostentosa. Bastam os vários cartazes com as infinitas opções da pastelaria. Um casal mais ao lado, de fora da festa, comia sem espanto seus pastéis com farto vinagrete.

Pelo que me disse o rapaz do caixa o evento é comum. De vez em quando vem mesmo um pessoal comer depois do casório por aqui. E assim a pastelaria faz jus à seu nome. Não vou ficar pro buquê, ela deve estar terminando de passar o café em casa. Ainda bem que pedi as pamonhas salgadas. As doces já deviam estar reservadas pra sobremesa.

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Jornal recebe seu primeiro comentário ofensivo. Redação festeja.

ACONTECEU.Em 29 de Julho de 2015 Barão Herald, este autocentrado periódico, recebeu em seu blog o primeiro comentário ofensivo de sua história, garantindo um emprego para este ombudsman recém contratado que agora vos escreve.

Ao noticiarmos os planos de implantação da nova política de segurança pública na Universidade Barão Geraldo de Campinas fomos saudados por um de nossos leitores com estas sinceras palavras: “uma piada muito fácil e sem graça. Se informe antes de postar qualquer coisa que vai na sua cabeça, otario” (sic)

A redação só tem a comemorar. Este é o marco de que este Barão já é parte do cenário mais atual da mídia brasileira. A participação crítica e a interação de leitores e leitoras entre si e com os meios de informação é aspecto fundamental do jornalismo contemporâneo, e Barão Herald orgulha-se de contar com este público não só atento e qualificado, mas dedicado. Um comentário dirigido diretamente a nós em nosso próprio blog reaviva nossa confiança nas antigas novas mídias e em nosso arriscado modelo de slow journalism.

“O comentário ilustra bem o papel do leitor contemporâneo: atento à mensagem, às fontes e especialmente ao emissor. Não tem mais moleza pra redator hoje. Vacilou? Vira otário em tempo real. Qualquer publicação que queira sobreviver hoje em dia tem que ter sangue e estômago para lidar com isso” afirma um redator da casa. O jornal já considera que é momento de ampliar a redação e estuda a contratação de estagiários em regime semi-aberto.

A editoria de redação também celebra: “Ainda que muito se diga sobre a baixa frequência de leitura dos brasileiros e sobre o futuro sombrio do jornalismo, este Barão considera que vivemos na verdade uma época de profundo esclarecimento. Se antes nossa sociedade era aquela em que todos se viam como técnicos de futebol, hoje somos além disso uma nação onde todos são jornalistas”.

A qualificação do público é fato: no comentário recebido observamos que em menos de 140 caracteres o leitor reconhece o gênero satírico empregado na reportagem e cobra de seu jornal um humor mais sofisticado, que não deixe de lado de o compromisso com a verdade e os fatos. São cobranças legítimas. Num mundo onde a variedade de fontes de informação é tamanha ninguém quer se deixar enganar.

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Modelo japonês de policiamento será adotado em Universidade de Barão Geraldo

Nesta última semana, as universidades estaduais de São Paulo (Unesp, Unicamp e Usp) assinaram um acordo com a Secretaria de Segurança Pública pela introdução de um novo sistema de policiamento comunitário, inspirado no sistema japonês, como foi divulgado pela filial paulistana deste Barão .

O sistema de policiamento comunitário japonês vem sendo aplicado em SP desde os anos 90. Mas a capital do Estado não foi a única a adotar o sistema tão prontamente. Em nível internacional, um dos primeiros locais a adotar com sucesso este modelo, também nos anos 90, foram os EUA. A comunidade da Alameda dos Anjos, experimentou grande sucesso com a importação do sistema. A aceitação foi tamanha que até mesmo alcançou à TV no formato de um reality show. O programa de transmissão diária acompanhava as atividades de 6 jovens que utilizavam horas de seus dias para auxiliar na segurança local da comunidade.

Ao serem entrevistados, locais de Barão aprovam com expectativas o novo acordo, ressaltando como destaque o investimento em tecnologia de segurança presente no modelo japonês: “Não vejo a hora de poder tirar fotos com os robôs! Meus filhos também vão adorar.” declara Aulus Martini, 45.

O chefe da segurança japonesa, Hiraku Kurosaki, acompanhado do reitor na cerimônia de assinatura do contrato.

O chefe da segurança japonesa, Hiraku Kurosaki, acompanhado do reitor na cerimônia de assinatura do contrato.

O chefe da segurança japonesa, Hiraku Kurosaki, esteve presente na cerimônia de assinatura do contrato ao lado do reitor José Jorge Tadeu, na Unicamp. A partir de Setembro, o experiente Kurosaki será responsável pelo treinamento dos policiais militares encarregados da segurança no campus de Barão Geraldo. Já, no campus de Limeira, e no Cotuca, o treinamento será feito respectivamente pelos não menos experientes Takumi Tsutsui (Sekai Ninja Sen Jiraya) e Kidou Kiji Jiban.

Apesar do contrato ainda não te sido assinado, o Secretário de segurança do Estado está em negociações com a equipe de segurança Choushinsei Flashman para o treinamento dos policiais que ficarão responsáveis pelo campus paulistano da Usp. A equipe Flashman tem experiência em diversos tipos de conflitos, de comunitários aos intergalácticos, obtendo sempre ótimos resultados. Se a Polícia Militar do Estado de São Paulo já tem ampla experiência no aniquilamento de potenciais inimigos, espera-se que agora isso seja feito com espadas.

Se bem sucedido, espera-se que o programa avance para uma segunda fase, com renovação mais ampla da estrutura de segurança. “Queremos implantar em nossa universidade o que há de mais moderno em segurança pública. Estamos avaliando a possibilidade do uso de tropas de elite, cuja atuação é modelo de eficiência reconhecido em todo o mundo, os cybercops. Posso garantir que são estes são os policiais do futuro” declara o empolgado Jorge Tadeu.

“Maio Amarelo porque Amarelo é a cor da bosta malfeita”: entenda a campanha da EMDEC que chega ao fim na cidade de Campinas.

Durante todo o mês de Maio, a EMDEC (Empresa Municipal de Esculacho de Cidadãos) promoveu na cidade de Campinas a campanha Maio Amarelo. Confira a entrevista concedida com exclusividade a esse Barão.

OUUG

   Barão Herald

Boa tarde! Acompanhamos no último mês uma propaganda intensa pelas ruas da cidade chamada “Maio Amarelo”. Entendemos o nome porque aconteceu durante o mês de maio, mas qual o motivo da cor amarela? Devido ao sol que nos abrilhanta nas pastagens desta terra das andorinhas?

EMDEC

Sim e não. Colocamos o nome “Maio” na campanha porque realmente ela aconteceu no mês de mesmo nome, mas o “Amarelo” evoca a cor da merda em estado líquido. O maio é amarelo porque amarelo é a cor da bosta malfeita. Todos nós sabemos que o trânsito na cidade das andorinhas só é bom para as andorinhas, para os seres humanos ele é uma merda. Antenados as novas mídias, resolvemos assumir essa característica empregando a cor como nossa bandeira: nosso trânsito é uma merda, mas é da merda que brota a flor.

Barão Herald

Incrível! De uma perspicácia ímpar. E no que consistem os investimentos da campanha?

EMDEC

Basicamente, investimos setenta por cento da verba pública de maio na impressão de cartazes amarelos para enfeitar a cidade. Outros 20% foram para a família que controla a máfia dos ônibus na cidade. Os outros 10% reservamos caso seja necessário imprimir mais cartazes, mas caso não seja ela ficará para a família mesmo.

Barão Herald

Você disse máfia?

EMDEC

Não.

Barão Herald

Vamos ao que realmente importa: como a campanha impactará a vida do cidadão baronense?

EMDEC

Todo cidadão baronense que usou a linha 332 já tem plena consciência do estado de merda do transporte público municipal. O que poucos sabem é que essa linha é apenas o protótipo, nosso plano piloto para todas as demais linhas. Em parceria com a Transurc (Transportes Urbanos Caóticos) garantimos que durante todo o mês de maio a circulação da linha 331 passe a cada sessenta minutos, ao invés dos usuais vinte. Isso faz com que o baronense nunca se esqueça da situação de merda em que vive ao não ter condições de comprar um automóvel, um bem imprescindível para viver em tão distinto distrito de nossa metrópole.

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Selfie de um estudante do IFCH-Unicamp antes de subir no ônibus para o distrito de Barão Geraldo. Infelizmente, não chegou com vida ao destino.

Barão Herald

Por fim, nos conte, há planos para alguma campanha no futuro?

EMDEC

Já estamos trabalhando a todo vapor para, em breve, lançar a campanha Agosto Vermelho. Vermelho, no caso, fará referência ao sangue derramado no asfalto. Mas não quero estragar a surpresa.

Unicamp desativa sua primeira máquina do tempo. Pesquisas na área avançam.

PainelAntigo sonho da humanidade a viagem no tempo já se provou possível nos laboratórios da Universidade de Barão Geraldo em Campinas: com a pioneira Zefa-01, pesquisadores da instituição foram capazes de realizar a primeira expedição temporal bem sucedida de nossa história. Ainda que tenha perdido o timing de publicação desta reportagem, a equipe de Barão Herald não deixou esta história passar despercebida.

É lamentável que a notícia venha ao grande púbico justamente no momento em que a breve vida de Zefa-01 chega ao fim, após o acidente que provocou a perda total da máquina quando retornava ao presente em sua última expedição. Destroços de Zefa-01 ainda podem ser vistos próximos ao restaurante universitário da Universidade de Barão Geraldo. Chefe do programa de viagens no tempo da universidade e professor do Instituto do Física, o professor Hermeto Braun nos revelou em primeira mão detalhes das pesquisas na área.

“Sempre fomos muito discretos com os resultados obtidos nesta área. Em viagens no tempo a cada instante tudo pode mudar. Mas o fato é que fomos a primeira instituição no mundo a realizar uma viagem dessas. Posso dizer que estamos seguros quanto retornos ao passado, mas as idas ao futuro são um problema ainda. Nosso novo modelo em desenvolvimento deve dar conta disso. Ao menos foi o que a última viagem de Zefa nos mostrou. Conseguimos enviá-la uma vez para nossa própria Universidade daqui há 10 anos para avaliarmos o desenvolvimento de nossa área. O futuro é promissor! Mas o retorno foi um desastre…”

Ainda que empolgado com o desenvolvimento da área, professor Braun preocupa-se com os novos dilemas científicos que os pesquisadores terão de enfrentar. “Esta é uma área sem qualquer regulação. Não duvido que existam centros de pesquisa que consigam produzir suas máquinas e tentem voltar ao passado para sabotarem nosso programa e assim reivindicar o pioneirismo na área. A comunidade científica precisa ficar atenta para este tipo de fraude e criar um código de ética para ontem. Mas com o atual déficit de formação de engenheiros metafísicos, creio que isso ainda levará tempo” afirma o pesquisador.

A misteriosa criatura trazida ao presente por Zefa-01. Origem finalmente revelada.

O pesquisador ainda revelou em primeira mão a este Barão que a comunidade Baronense já convive com “sequelas” das viagens de Zefa há um tempo. Em uma de suas expedições a máquina trouxe ao presente uma criatura pré-histórica que desde então habita o campus da Universidade.

“Quem transita na região próxima ao refeitório da Administração já deve ter observado as placas identificando a criatura.Pudemos constatar que ela é inofensiva a humanos e adaptou-se bem ao ambiente local, mantendo uma dieta praticamente restrita a carrapatos-estrela, espécie abundante em nossa região” assegurou o professor.

Mesmo com a desativação de Zefa-01 o projeto segue a pleno vapor. A Universidade já planeja a criação do primeiro museu de máquinas do tempo. A ideia é aproximar o grande público desta conquista e manter o registro da evolução desta tecnologia. Professor Braun anima-se com a ideia: “Nossos novos modelos já são muito mais estáveis e confortáveis, além de mais precisos. Se a nossa Zefa-01 impressiona por ser a primeira, em pouco tempo será engraçado ver como ela era enorme e desconfortável. Ora, até as viagens no tempo tem sua história, não? Ficamos felizes que ela tenha começado aqui”!

Movimento artístico baronense elege patrono.

2014-08-20 17.33.25O L’incompréhensible, movimento artístico-vanguardista independente por mais amor nomeou o rapper Criolo como seu patrono. Como não poderia deixar de ser, a homenagem já se encontra em muretas e paredes das terras de Geraldo.

Emocionado, o músico-poeta-compositor-doido declarou que embora no mundo da arte “a ganância vibre e a vaidade excite, podemos dizer que existe amor em BG”.

“A relação entre Criolo e L’incompréhensible não é de hoje. Podemos ver a filiação do artista ao movimento em algumas de suas letras, mas talvez não haja manifestação mais clara deste vínculo do que o poderoso manifesto político-poético do músico”. Diz o crítico de arte Jacques Cepedant, para quem esta influência é recíproca: “podemos ver que a criolo-doidização do movimento é forte”.

Confira em segunda mão na nossa Galeria o manifesto incompreensibilista de Criolo e não deixe de ver as novas imagens obtidas por nossos repórteres.

E ajude-nos, leitor, a entender.

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